sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Olha que novidade, André!


Numa semana muito marcada pelo Natal e em que as novidades foram escassas, salta a vista uma declaração, para muitos curiosa, para outros incompreensível, de André Villas-Boas. O treinador português que recentemente rescindiu/foi despedido do comando do Tottenham disse ao Jornal O Jogo que é para ele impensável treinar o Benfica ou o Sporting:“Isso [treinar o Benfica ou o Sporting] é impossível. Da minha parte, é impossível, porque esta é a minha forma de estar. Quem me conhece, sabe que nunca aceitaria”

E parece que esta declaração não caiu lá muito bem em muitos "jornaleiros" e muitos "paineleiros" que habitam nos vários espaços televisivos sobre futebol (alguns tenho dúvidas que tenham dado um chuto numa bola, o que é o mínimo que alguém devia fazer para puder falar sobre o jogo). Não entendo a razão. Tudo bem que Villas-Boas é um profissional. Tudo bem que como profissional que é talvez se devesse resguardar no que a estas matérias diz respeito. Mas recuemos no tempo e lembre-mo-nos de uma das coisas que o próprio Villas-Boas disse aquando da passagem pelo Porto: "Estou na minha Cadeira de Sonho".

Ora, alguém que diz isto, quase que hipoteca 80% das probabilidades de vir a treinar qualquer um dos outros grandes de Portugal. É normal. É a rivalidade. Alguém que se assuma como adepto de um determinado clube, ainda para mais de um grande, vai ficar sempre condicionado qualquer que seja o clube desse campeonato que vá treinar. E André não parece muito importado com isso. O que também me parece legítimo. Talvez nunca tenha sido esse o plano que delineou para a sua carreira. Criar um grande "celeuma" à volta disto só pode ter dois motivos: falta de assunto ou hipocrisia. Infelizmente, apesar de esta semana haver muito da primeira, no resto do ano há muito da segunda. É o futebol português e seus intervenientes.

Mas André, deixa lá. Novidades? Só se for no Continente.  

1 comentários:

João Cardoso disse...

Exacto, concordo em absoluto, até porque é reciproco. Eu enquanto Sportinguista também não o queria como treinador. E não é por ser do Porto, é mesmo porque é fraco.

Já me basta não ganhar, dispenso andar a ser goleado!

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