segunda-feira, 10 de junho de 2013

Porto: Um novo ciclo?


Acaba-se mais uma época de futebol repleta de emoções e muitas patadas à mistura e logo de seguida sem que nos tenhamos apercebido já começou outra. Mas esta é uma época diferente, trata-se da época do mercado de transferências: das jogadas dos empresários, dos negócios dos presidentes, dos contractos milionários e de muita, muita especulação. Os jornais não descansam por um segundo que seja e vai correndo muita tinta que todos os dias abastece as páginas das bancas com as mais variadas noticias recheadas de promessas e esperanças que deixa os adeptos sempre expectantes.

Não deixa por isso de ser uma época importante pois todas as equipas querem certamente ter o melhor plantel possível para cobrir as espectativas dos seus adeptos. No entanto uma dessas equipas parece já dar sinais muito claros do que pretende para esta época atribulada. Essa equipa é nada mais e nada menos que o campeão em título o Futebol Clube do Porto.

Com um novo treinador (falaremos mais a frente) e um conjunto de jovens jogadores recrutados internamente o Porto atacou o mercado nacional em força e tentou precaver-se logo de início da venda de 2 dos seus jogadores titulares por valores considerados irrecusáveis. O Porto certamente saberá que muitos destes jogadores ainda não tem experiência nem maturidade suficiente para colmatar a ausência de Moutinho e Rodriguez, mas irá saber como potenciar este “sangue novo” e habituá-los à realidade do clube até porque já se encontram perfeitamente adaptados ao futebol português.

Deste lote de jogadores destaque para os vitorianos Tiago Rodrigues e Ricardo, o primeiro que já mostra uma grande maturidade tendo sido o titular indiscutível no meio campo do Vitória que muitos apontam como um jogador na linha de João Moutinho, mas que certamente ainda tem muito que evoluir. O segundo não tanto presente no onze titular mas ainda assim teve um papel importante na época do Vitória uma vez que marcou o golo decisivo frente ao Benfica que deu ao seu clube a primeira Taça de Portugal da sua história. As suas características principais são a velocidade e capacidade drible, joga mais na posição de extremo mas também pode jogar a defesa direito.

Outro jogador que se apresentou recentemente ao clube foi Carlos Eduardo do Estoril, ele que é caracterizado como um médio criativo, e que tomou destaque nas bolas paradas ao apontar vários golos de livre directo, que muito contribuíram para que o seu clube atingisse os lugares europeus. Outro jogador que certamente também contribui para este feito foi Licá, um extremo que revela ter muito bom toque de bola e que certamente irá colmatar a ausência de extremos que o plantel do Porto evidenciou na época passada.

Um jogador bastante apreciado pelo lados do Dragão é e sempre foi Josué um “menino irreverente” e que mostra ter grande capacidade técnica e visão de jogo acima da média ele que retorna ao seu clube do coração passado uma época no Paços de Ferreira em beleza com um inédito 3º lugar e um apuramento histórico para a pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Um rapaz que certamente os adeptos portistas depositam grandes esperanças e que dará que falar. Ele que foi crucial na equipa montada pelo treinador Paulo Fonseca, ele que certamente não hesitou em aceitar o cargo para treinador principal do Porto. Assim se chega à parte em que os leitores se interrogam do porque uma equipa campeã decidir não renovar com o seu antigo treinador bicampeão Vítor Pereira. Pois bem, parece ser uma decisão drástica, mas o clube parece com esta nova postura querer uma renovação do plantel para impedir erros anteriores que levaram muitas vezes ao baixo rendimento de alguns jogadores e que desse modo desvalorizou imenso muitos dos activos do clube daí esta preparação precoce para prevenir o arrastamento de tais problemas.

É um ciclo novo que se inicia no clube que achou que com Vítor Pereira a equipa apesar de apresentar um rendimento constante, não evoluía na sua maneira de jogar, pois mostrou em vários jogos sempre o mesmo problema dada a sua maneira de jogar em posse que Vítor Pereira incutia na equipa pois tornava-se um futebol demasiado previsível e repetitivo (por vezes criticado pelos próprios adeptos), e que apesar de não ser fácil de anular pelos adversários e defensivamente ser bastante eficaz não produzia ao Porto muitas chances de golo. Cabe agora a Paulo Fonseca conseguir manter esta identidade mas ao mesmo tempo mostrar um futebol que agrade os adeptos, muito ao estilo que André Villas Boas tinha naquele que foi o início do Tri, mas que certamente não será fácil de implementar e que levará o seu tempo, pois o Porto não é o Paços Ferreira e luta por objectivos reais.

Posto isto pode-se afirmar que o Porto deixa uma mensagem bem clara: quer mostrar aos seus rivais que não se conforma só com o Tri-campeonato, mas vê o prolongamento desse feito como o seu novo objectivo e ao mesmo tempo adicionar outros títulos há sua extensa colecção de troféus e talvez até ambicionar uma reedição de glórias europeias anteriores. 

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