sexta-feira, 10 de maio de 2013

O Clássico, Parte II - FC Porto


Sábado é dia de decisões. O futuro Campeão Nacional irá dar um importante passo rumo ao título. O campeão FC Porto acabou por fazer esta época um percurso pouco habitual e certamente penoso para os seus adeptos: foi eliminado da taça de Portugal bastante cedo, teve uma prestação aceitável na Liga dos Campeões, mas onde tinha a obrigação de ir mais longe frente ao Málaga e acabou por perder uma final para um Braga perfeitamente ao seu alcance. Pode-se dizer então que no Sábado joga-se o tudo ou nada para os dragões: mais do que impedir o seu rival de sempre lhe tire o titulo no seu próprio estádio, tem ainda a hipótese de se manter na corrida faltando apenas mais uma jornada para o fim do campeonato ambicionando assim o mais importante troféu a nível Nacional.
O Porto parte para este jogo com mais dois dias de descanso e sem praticamente nenhuma baixa de peso (Izmaylov ainda não parece estar totalmente integrado no plantel), e com a vantagem psicológica em relação ao seu adversário uma vez que já se dava como consagrado o campeão nacional, algo que o Estoril fez questão de retificar.
Vítor Pereira que ao longo da época tem visto o seu trabalho posto em causa por diversas vezes, ainda não conseguiu este ano dissipar as dúvidas que havia em relação à época anterior, dúvidas que certamente terá amanha mais uma hipótese (e talvez a última) de as apagar, ele que já tinha atirado a toalha ao chão, mas que acabou por receber uma oferta inesperada com o tropeção do Benfica na última jornada. Equipa essa que tem feito um campeonato bastante regular e que apresenta uma mentalidade bastante ofensiva (neste caso  o melhor ataque defronta a melhor defesa),  e que depende muito das suas individualidades da frente  fazendo da velocidade e triangulações as suas principais armas. O Porto certamente não deixará dúvidas em como se vai apresentar pois é uma equipa com um modelo de jogo bem definido desde o inicio da época pelo seu treinador, que gosta essencialmente da posse de bola que lhe permite controlar o jogo a seu belo prazer algo que por vezes pode ter efeitos pouco práticos razão pela qual ainda existem divergências entre os adeptos portistas. Não será por isso difícil adivinhar o onze que apresentará amanhã:
-Começando pelo ponto forte o seu trio de meio campo (composto por Lucho-Moutinho-Fernando) bastante pressionante e com uma capacidade de circulação de bola notável. Essa pressão inicia-se como é habitual através de Lucho González que será o médio mais adiantado do trio, logo seguido por João Moutinho que terá ainda mais trabalho pois certamente terá preocupação em fechar os corredores laterais, zona  onde o Benfica é mais perigoso. Mais atrás Fernando inicia a pressão ainda antes da linha defensiva e terá como objectivo recuperar o máximo número de bolas ao oponente, tentado sempre que possível entregá-la aos seus colegas da frente o mais rápido possível.
-O ataque estará certamente entregue a James Rodriguez um jogador que se destaca pela sua criatividade e habilidade técnica que tentará sempre que possível assistir o seu compatriota e artilheiro principal da Liga Jackson Martinez que dispensa apresentações. Sobra ainda saber o que Varela poderá trazer ao jogo ele que irá ter como seu marcador direto o Maxi Pereira que é dos jogadores do Benfica mais preponderantes no ataque e que certamente irá deixar espaço que Varela tentará aproveitar (ou talvez não veremos as ordens de Jorge Jesus).
-Para terminar destaque ainda para a dupla de centrais do Porto que tem mostrado uma grande solidez ao longo do campeonato mas que irá certamente enfrentar o seu maior desafio neste jogo, mas que poderá ver essa sua dificuldade diminuída pois a nível aéreo Mangala irá certamente fazer a diferença assim como Otamendi que joga muito bem na antecipação. A defesa não acaba sem antes referir os laterais Alex Sandro e Danilo, o primeiro que se encontra recuperado de uma lesão e certamente com vontade de ajudar os seus companheiros assim como Danilo que começa agora a mostrar porque o Porto gastou tanto dinheiro na sua contratação. Por fim Helton, terá de mostrar que ainda tem algo mais a ganhar no clube eles que este ano muito provavelmente fará dos seus últimos jogos no Dragão.
Ao terminar esta análise importa referir que este é mais do que um simples Clássico, mas sim um jogo que, após um campeonato mais uma vez controverso, já se esperava há muito pelos seus intervenientes principais (Porto e Benfica), e que irá certamente retirar qualquer dúvida em relação ao justo campeão da época 2012/2013, faltando apenas mais uma jornada para a sua conclusão.

1 comentários:

João Paulino disse...

Excelente texto! Até parece que foi o Paulino que publicou

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