quarta-feira, 15 de maio de 2013

Estamos lá!


Preâmbulo: Tenho habituado os (poucos) leitores do Patadas a análises imparciais e objectivas, como aconteceu com o Benfica-Sporting. Aqui, tento ser apenas amante de futebol e não mostrar a minha cor clubistica, umas vezes com mais sucesso outras com menos. Mas hoje, excepcionalmente, vou pôr de lado a imparcialidade. Hoje é dia de Benfica. Fica o aviso. 


No ano de 1992 nasce o pequeno Barros numa família recheada de muitos benfiquistas, alguns sportinguistas e, que me recorde, nenhum portista. Felizmente, nenhum dos últimos me influenciou negativamente e em 1994 juntei-me ao lote dos que tinham sido predestinados, daqueles cuja chama é imensa e que têm a genica que a qualquer um engrandece. Tornei-me sócio do Benfica e, ainda meio sem saber, tinha encontrado o amor da minha vida.
A escolha de um clube não é um processo lógico. Podemos ser influenciados por pessoas, por títulos, por estádios mas a decisão parte sempre do coração. E como diz o ditado, "o coração tem razões que a própria razão desconhece". Comigo passou-se o mesmo. Escolhi o Benfica porque assim o coração ditou. E ainda bem.

Corria o ano de 2000. O Benfica estava longe de atravessar o seu melhor momento em termos desportivos e financeiros. Barros, na altura com 8 anos, deslocou-se pela primeira vez ao Estádio da Luz para assistir a um jogo do campeonato. Campomeiorense era o adversário e no Benfica actuavam craques como Chano, Sabry, Paulo Madeira ou o malogrado Robert Enke. Naquela bancada central da antiga Catedral, a magia era enorme. Nunca me esquecerei desse dia, o dia em que vi João Tomás entrar aos 50 e poucos minutos e, passado 20, colocar duas vezes a bola no fundo das redes concluídos com dois grandes abraços ao meu Pai. Vencemos 2-0 e era um puto feliz.
Muitos anos depois, entrava pela primeira vez no novo estádio, também em partida a contar para o campeonato. Já com outra idade, as lágrimas teimaram em aparecer perante a imponência e grandiosidade deste novo santuário. Foi contra o Beira-Mar. E perdemos 2-0. Mas no fim era, de novo, um puto feliz.
Desde então, já por lá vivi noites de glória e de tristeza. Vencemos leões e dragões. Ganhámos campeonatos. Vi jogar jogadores de classe mundial. Já por lá assisti a eliminações da Taça e a treinadores despedidos.
Nos intervalos do Futebol, fui inúmeras vezes ver as modalidades do clube. Hóquei, Futsal, Basquetebol, Voleibol, Andebol. Incontáveis bilhetes que tenho lá em casa, muito graças à minha madrinha que partilha esta paixão e que, certo dia, me voltou a juntar ao mundo dos escolhidos.

Hoje a sensação é nova. 23 anos depois, estamos numa final europeia. Quem for minimamente bom a matemática, percebeu desde logo que nunca tive a oportunidade de viver um momento destes. Um título europeu, é um título europeu seja ele de "primeira" ou de "segunda" categoria. E o Benfica já merecia. Esta equipa já merecia. E, em particular, estes adeptos já mereciam.
Foi grande a desilusão sentida no passado Sábado ainda para mais sendo este o segundo ano consecutivo em que acontece. Mas também acredito que apenas quem está no grupo dos predestinados se consegue erguer desta forma depois de uma derrota pesada. Só este adeptos são capazes de, depois de praticamente perder o campeonato, esperar a equipa no aeroporto para os reconfortar e dizer que estamos com eles.

Esta é a mística do Benfica. Não conheço nenhum outro clube que a tenha. E é por isso que somos diferentes.
Hoje é o dia. Estamos lá. E vamos ganhar. Carrega Benfica!

2 comentários:

Humberto Alves disse...

Olá turma do Patadas no Borges,

Meu nome é Humberto Alves, sou gerente de afiliados do www.apostasonline.com e gostaria de lhes fazer uma proposta.

Como não consegui encontrar nenhuma área para contato, poderiam me enviar um email para afiliados [arroba] apostasonline.com para darmos continuidade a negociação?

Grande abraço

Pedro Moutinho disse...

Fodax que texto bonito!
Acredita benfica!

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