sexta-feira, 12 de abril de 2013

Outro Nível




O Benfica apresenta, esta época, uma consistência impressionante em todas as componentes do jogo. Para isso, muito contribuiu a gestão rigorosa de Jesus que, na minha opinião, falhou noutros anos. Obviamente que a qualidade presente no plantel encarnado ajuda na troca de jogadores e na manutenção dos princípios de jogo da equipa. Jesus é, hoje em dia, dos poucos treinadores do Mundo que se pode dar ao luxo de trocar 2 ou 3 jogadores considerados nucleares e continuar a ter a equipa a carburar de igual forma, jogando um futebol total, atraente, enfim, a dar espectáculo. E quando isso não acontece, muitas vezes por mérito do adversário, entra agora em campo a expressão "Temos que ganhar nem que seja por meio a zero". O amadurecimento da equipa leva a que esta tenha um melhor discernimento entre os momentos em que deve guardar a bola ou os momentos em que se deve lançar em ataque. A eliminatória com o Newcastle foi exemplo disso. Claro que podemos falar de sorte nalguns lances (na Luz, os Ingleses levaram por duas vezes a bola ao poste) mas alguém disse "A sorte dá muito trabalho". Apesar de ter começado a perder, a equipa do Benfica soube, e bem, dar a volta ao marcador e construir uma vantagem confortável. Não era de todo imaginável as águias não marcarem em Inglaterra e muito menos sofrer 3 ou 4 golos num único jogo. E a expectativa acabou por se concretizar. Analisando o jogo, apenas durante o periodo entre os 70-85 minutos é que pareceu que o Newcastle podia virar a eliminatória, porque de resto o Benfica foi superior e teve oportunidades mais que suficientes para vencer a partida. Fazendo o 1-0 aos 71 minutos, num golo que demonstra claramente a confiança que reina na equipa da Luz (neste caso, confiança a mais) os "Magpies" acreditaram que podiam conquistar algo mais com a grande ajuda dos seus adeptos (ambiente fantástico). Acabou por não acontecer porque Jesus mexeu e mexeu bem. As entradas de Cardozo e Rodrigo trouxeram frescura ao ataque encarnado que, a partir desse momento, conseguiu ir desferindo contra-ataques de muito perigo que acabaram por dar golo já depois dos 90 minutos. Salvio aparece sozinho no meio da àrea e corresponde da melhor forma ao cruzamento rasteiro de Rodrigo. À que destacar também a excelente entrada de Cardozo. Ganhou tempo, segurando muitas vezes a bola e conquistando faltas. Foi dos pés dele, aliás, que começou a jogada do golo encarnado.

Jesus chega assim à 2ª  meia-final europeia em três anos, a 13ª da história do Benfica. Vai enfrentar o Fenerbahçe, equipa turca que eliminou a Lazio nos Quartos de final, jogando a primeira mão na Turquia e a segunda mão na Luz.
É uma oportunidade de ouro para o Benfica voltar às grandes finais europeias e não me parece que Jorge Jesus a desperdice. A consistência pôs este Benfica noutro nível. E ganhar apenas a Liga e/ou a Taça de Portugal sabe a pouco para o desempenho conseguido nesta época. E lá diz o velho ditado - Dos vencedores reza a história!     

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